A popular coleção de estátuas cadavéricas em movimento fica em São Paulo só até hoje (26.09). O visitante pode ver, com detalhes de nervos, músculos, cartilagens e gordurinhas, o que tem por debaixo da pele de um jogador de basquete chinês no exato momento em que ele lança uma bola ou que acontece no corpo de uma mulher chinesa que simplesmente caminha.
O passeio é o melhor lugar que existe para uma aula de anatomia, fascinante para estudantes de Medicina, Enfermagem, Biologia e para os que trabalham de branco em geral. Para os outros, nem tanto. A técnica de silicone líquido emborrachado aplicada pelo doutor Roy Glover e sua equipe da Universidade de Michigan na conservação de tecidos mais espanta do que ensina os visitantes. Sozinhos, os corpos não fazem mais do que impressionar. O que até pode ser o objetivo dos expositores, mas não o do público geral, que organiza excursões e leva crianças para as salas.
Mas, sim, há explicações. Elas são o que há de melhor na exposição, aliás. É verdade que os textos que acompanham as 'peças' são longos, científicos e difíceis de enxergar, mas os painéis que dividem a exposição têm informações valiosas! O melhor é se distanciar da muvuca (sim, vai estar cheio) e grudar na parede para saber que o espermatozoide é a menor célula do corpo humano e o óvulo e a maior. Há informações preciosas sobre o funcionamento do coração e do cérebro (que se atrofia quando não é usado).
Outra dica para aproveitar a mostra é grudar o ouvido nos comentários alheios. Há médicos disfarçados em coloridas roupas de dia de folga que vão dar aquela tal aula de anatomia que seria perfeita para o momento. Outros vão desarmar a morbidez dos cadáveres com seus comentários triviais – e humanos:
Uma mulher aperta a bolsa e os olhos enquanto observa os detalhes de uma mão isolada em uma das redomas de vidro. A amiga chega e: “Ai, que unha feia, né?”. “Verdade, nem para lixar...”. E vão para a próxima sala.
sábado, 25 de setembro de 2010
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